O que escrever sobre o lápis Sob a mão que desenha Das soberbas palavras Que fagulham como lenha. Deixando elas escaparem A calma reina na alma E enquanto risco o papel A tinta me molha com sua calma. Desculpas não faltam para criar Desnecessárias entretanto Já que além do amar Apenas o sal do pranto Abre as portas desse encanto. E na poesia eu me perco Amando e lendo meus desejos Fico preso como uma fortaleza em cerco Jorrando em minhas veias a poesia Rápida ou lenta ela tem seus beijos Doce e linda como uma ambrosia Como o mel na boca dos meus deuses E no fim não cabe a mim sorrir Cabe a quem se deixou levar Pelas minhas se deixou florir. 06/01/2018 e 11/01/2018
Então Por qual motivo Espero conquistar Alguém que não convivo. Acho que na verdade O conquistado sou eu Me entristeço ao lembrar Que não vamos mais nos beijar. Um amor de verão Que me mostrou alguém simples Alguém que me abriu o coração Sei que me vou Aqui só deixo meus sentimentos. Relembro. Amo. Há sem dúvidas mil vontades Que não saíram de mim. Mas talvez seja melhor assim Não vou regar Algo que não pode se soltar. E escrevo isso Somente para acalentar Esse ingênuo coração Que pede por amor E que precisa aprender a viver sem calor. Deixo minhas vontades aqui Esperando que assim Volte a viver leve Sem gostar e sem amar. Ter um peito feito de neve. Então Me dê um motivo Para me deixar ser conquistado Por alguém que me faz sentir bem e mal amado.