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Sobre o lápis

O que escrever sobre o lápis
Sob a mão que desenha
Das soberbas palavras
Que fagulham como lenha.
Deixando elas escaparem
A calma reina na alma
E enquanto risco o papel
A tinta me molha com sua calma.
Desculpas não faltam para criar
Desnecessárias entretanto
Já que além do amar
Apenas o sal do pranto
Abre as portas desse encanto.
E na poesia eu me perco
Amando e lendo meus desejos
Fico preso como uma fortaleza em cerco
Jorrando em minhas veias a poesia
Rápida ou lenta ela tem seus beijos
Doce e linda como uma ambrosia
Como o mel na boca dos meus deuses
E no fim não cabe a mim sorrir
Cabe a quem se deixou levar
Pelas minhas se deixou florir.

06/01/2018 e 11/01/2018

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